Economia de SC cresce 7,1% em 2018, aponta estudo
Economia de SC cresce 7,1% em 2018, aponta estudo - Corecon/SC

O Estado de Santa Catarina cresceu 7,1% em 2018, segundo a Federação das Associações Empresariais de SC, a Facisc. O dado faz parte do Índice de Performance Econômica de Santa Catarina (Iper-SC) divulgado terça-feira,16, pela entidade. O Iper-SC registrou crescimento de 7,12% no ano de 2018 comparado ao ano de 2017, com ajuste sazonal. É o segundo ano consecutivo que o índice registra crescimento para o estado desde 2016, ano que o índice obteve o maior resultado negativo da série histórica.

Segundo o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, o Iper-SC e o PIB catarinense traduzem a realidade estadual. “Em compasso ao que ocorre com outros indicadores conjunturais, tanto o Iper-SC como a estimativa para o PIB de 2018 do Estado seguem mesma direção, ou seja, de recuperação e acima da média nacional”.

Crescimento regional

As regiões do Estado que registraram maior crescimento foram: Vale do Itajaí (10,18%) e Norte (8,23%). As que tiveram maior recuo foram Alto Vale (-1,18%), Planalto Norte (-1,09%) e Oeste (-0,21%), sendo o resultado estadual de 7,12%.

O conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-SC) e economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues, detalha que quando comparado o resultado do quarto trimestre de 2018 em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, a região que se destaca é o Noroeste que registrou crescimento de 6,48% no período. Em seguida vem a região Extremo-Sul com avanço de 3,16% e, na sequência, o Extremo-Oeste com crescimento de 2,25%. As regiões que registraram variação negativa foram a Serra (-0,83%), Planalto Norte (-0,55%), Vale do Itajaí (-0,49%) e Norte (-0,23%) para um resultado estadual de 0,11% nesta base de comparação.

Para o presidente da Associação Empresarial de Blumenau, Avelino Lombardi, o crescimento do Vale do Itajaí se dá por conta de maior movimentação nos portos e do comércio exterior, além de ser uma região caracteristicamente industrial, setor esse que vem se recuperando a frente de outros setores no estado. “O crescimento econômico do Vale se deve à diversificação de sua economia, ao crescimento e desenvolvimento das pequenas e médias empresas, ao crescimento contínuo do segmento industrial tradicional e a força do sistema cooperativo”.

Estatísticas

Na comparação do quarto trimestre de 2018 em relação à igual período de 2017, a região que se destaca novamente é o Noroeste que registrou crescimento de 7,67% no período. Em seguida, aparecem a região Norte, Extremo-Oeste e Vale do Itajaí com crescimento de 6,80%, 5,44% e 5,42% respectivamente. Nesta base de comparação, sete regiões registraram queda, sendo a de maior impacto a região do Planalto Norte (-3,12%). O resultado estadual nesta análise foi de 4,47%.

O conselheiro do Corecon e economista da Federação, Leonardo Alonso Rodrigues, explica que entre as 13 variáveis que compõem o Iper–SC, nove registraram crescimento, puxadas principalmente às relacionadas ao comércio exterior (exportações 28,04% e importações 23,19%). Do outro lado, quatro delas obtiveram resultados negativos, sendo as ligadas ao crédito como as operações de crédito (-5,91%) e financiamentos imobiliários (-1,27%) e as outras duas: empregos no setor agropecuário e depósitos à vista que tiveram queda de -2,49% e de -0,33% respectivamente.

Estimativa do PIB

A Facisc prevê que para o ano de 2018 é estimado um crescimento do PIB catarinense de 3,24%. Nesta estimativa as regiões que mais cresceram foram o Vale do Itajaí (5,43%) e Norte (3,27%). As regiões do Alto Vale, Planalto Norte e Oeste a estimativa é de queda de -0,51%, -0,40% e -0,12% respectivamente. “O PIB divulgado pelo IBGE tem uma defasagem de pelo menos dois anos quando se fala em informações regionais, que foi um dos motivadores para a construção do IPER, com o índice podemos acompanhar de maneira mais atualizada o que ocorre em termos de movimento econômico de forma atual e regionalizada”, explica o economista.

Diferença entre o Iper-SC e o PIB catarinense

O que acaba diferindo o Iper e o PIB é que o Iper capta e mensura mais a movimentação econômica como um todo, relacionando indicadores de atividade a níveis municipais e regionais de frequência mais recorrente. No Iper são analisadas 13 variáveis divididas em 5 categorias. O PIB é soma dos valores adicionados por setores de forma mais ampla, sendo a soma dos bens e serviços produzidos no estado. Devido a essas características o que difere é a magnitude das variações, porém, a direção e sentido caminham de igual forma, é o que analisamos com a série histórica que possuímos das duas variáveis.

Metodologia do Iper

A construção do Iper foi dada pela metodologia de análise de componentes principais utilizando 13 variáveis de atividade econômica classificadas em 5 categorias. Para o ajuste sazonal foi utilizado o procedimento de X12 – ARIMA.

Para mais informações sobre o estudo, acesse http://facisc.org.br/economia/